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    Acpp

    Associação de Cozinheiros Profissionais de Portugal

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    Desde 1977

    Representa os Profissionais Portugueses de Cozinha e Pastelaria

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    Formação Profissional Certificada

    Escola Cozinha e Pastelaria

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Há memórias de infância que se mantêm e que, por vezes, nos fazem ter vontade de recuar no tempo. E parece que os elementos mais simples se revestem de uma importância que, naquele tempo, não tinham. Faziam parte do nosso quotidiano e eram satisfeitos de forma fácil por pedidos ou por sabermos da sua presença em festividades ou acontecimentos precisos. Este bolo também é conhecido por bolo escuro, bolo mulato ou bolo preto.

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Hoje vou dar-vos uma receita do caderno de minha Mãe. Trata-se de um bolo simples, cozido em forma de tabuleiro. Posso dizer que seria um bolo de resistência pois sempre que havia festas marcava presença e muitas vezes fazia-se pelo hábito de haver sempre um bolo para comer.

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Curiosamente chama-se “Bolo centeio” apesar de não ter farinha de centeio. O nome advém-lhe da cor final que se assemelha á do pão de centeio. Este pão fazia as minhas delícias de vida em Trás-os-Montes. Vim mais tarde a descobrir que em Lisboa havia padarias que o confecionavam e, hoje em dia, felizmente encontra-se até em supermercados. O centeio, mal amado das mesas ricas, veio agora ocupar um papel importante na escolha dos produtos alimentares na qual se encontram os pães escuros. Ironia quando Michel Pollan, no seu livro “Food Rules, na Eater’ s Manual”, 2009, na sua regra 37 e traduzida em Portugal Quanto mais branco o pão, mais cedo se vão e no Brasil, mais direto Quanto mais branco o pão, depressa você vai para o caixão. No passado a farinha de centeio era usada como alternativa menos cara e hoje em dia recomenda-se para uma melhor saúde.

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Mas este bolo tem ainda dois produtos que ajudam à sua cor final: o açúcar amarelo e a canela. Ao açúcar amarelo, também anteriormente classificado como produto de segunda qualidade, são-lhe hoje reconhecidas outras qualidades e em especial para quem quer gradualmente reduzir o consumo de açúcares, e reconhecida também a sua performance ajustada ao receituário de doçaria popular. Quanto à canela, já utilizada pelos mouros que por aqui habitavam antes de sermos Portugal, dá um toque de acesso aos produtos novos. Recentemente a ciência veio também reconhecer qualidades para a saúde.

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Vejamos a receita: 500g de açúcar amarelo, 500g de farinha de trigo, 2 ovos, 2 chávenas de chá com leite, 2 colheres de sopa de manteiga, 1 colher de sopa de fermento em pó e canela a gosto. Num alguidar coloque o açúcar, os ovos, a manteiga derretida, o leite e bata. Junte a farinha com o fermento e continue a bater, por fim a canela a gosto. Pode misturar noz ou amêndoa grosseiramente partida e sem tirar a pele.

Permiti-me transcrever como vem no caderno de receitas. Devo acrescentar alguns comentários. O fermento em pó deve ser misturado previamente na farinha e se quiser ter menos riscos de fazer grumos, utilize uma peneira e já juntando aos poucos a farinha na massa. No final a massa tem que estar homogénea e com poucas bolhas de ar. Prepara-se um tabuleiro de ir ao forno e barra-se com manteiga e depois polvilha-se com farinha. Depois da massa cozida, pode experimentar com a prova do palito ou da agulha, desenforma-se e corta-se aos quadrados. Podem polvilhar-se com açúcar.

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Solução prática e fácil para ter sempre um doce em casa. O bolo das fotos foi confecionado pela minha Irmã Lina.

© Virgílio Nogueiro Gomes

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